Temos tantos motivos para comemorar. Afinal, o surfe é paixão nacional. Mas, não é só isso. O surfe é olímpico e o Brasil lidera em termos de talento, técnica e quantidade de surfistas no topo do ranking mundial.
A piscina de ondas é um marco histórico. Aliás, e independente se você gosta ou não de ondas artificiais, esse momento em que vivemos hoje é único.
Eu me rendi à piscina. E isso não diz respeito a minha ida à festa de inauguração da Surfland. Me rendi pois é um marco, e na minha opinião devemos respeitar e valorizar as inovações.
Kelly Slater é responsável pela minha inserção ao mundo salgado. E Medina, bem Medina é um caso a parte. O fenômeno brasileiro é revolucionário e está aí mais uma razão para comemorar.
Por muitas vezes pensei viver em uma época errada. Sentia uma estranha sensação de que talvez eu fosse mais feliz se estivesse vivido os grandes festivais. Mas, não. Hoje tenho absoluta convicção de que vivo o momento mais brilhante do surfe.
Já agradeci uma vez a existência de Gabriel Medina. E hoje é tempo de dizer novamente: obrigada Medina, obrigada Toledo, Italo, Yago e a todos os atletas que nos trazem tanto impacto emotivo.
Corrida pelo título
Medina, Kolohe, Smith, Toledo. Quem leva o título esse ano?
Tiro agora todas as minhas “máscaras” e escrevo como uma mera mortal, que ama o surfe e tenta viver disso, mais do que tudo nessa vida.
Aliás, pausa para divulgar as redes do blogue. Já segue o Insta do Origem?
Voltando ao assunto, quem é seu palpite? Já que me retirei do papel de jornalista imparcial, vou assumir pra você que acredito no terceiro título mundial de Medina.
As mulheres
Anteontem tive um pesadelo. Uma voz ressoava na minha mente: a superioridade masculina. Que paranóia!
Mas, tenho minha tese sobre essa voz maluca. A piscina de ondas é uma experiência diferente, em que é preciso ter não só técnica, mas força.
Fiquei apreensiva. Pedi aos anjos que as surfistas brilhassem e assim eu pudesse encher a boca e dizer: estão vendo, nós somos boas, nós merecemos espaço e reconhecimento.
E elas brilharam! Todas elas. Não só Defay que fez, na minha opinião o melhor tubo da etapa Freshwater Pro, mas todas elas. Obrigada meninas! Vocês são demais!!
Lakey Peterson X Johanne Defay
Que batalha! Que coisa mais linda de ver.
Pessoalmente estou cansada de ouvir sobre como o “surfe feminino evoluiu”. Porque, na minha opinião, a evolução é natural a partir do momento em que se investe nas mulheres. Ou no caso do Brasil, se respeita e dá espaço.
É só isso que pedimos: respeito e espaço.
“Sinto que Deus me colocou nessa onda e dedico isso a todos que lutam por um mundo melhor”.
Lakey Peterson após vitória em Leemore, durante Freshwater Pro. Ela também mandou um recado para o marido: “Eu te amo!”
Um presente aos surfistas do Brasil
Hoje ouvi a edição de número 27 do Bóia. Por isso, digo a você, arruma um tempinho e ouça. Além do convidado ilustre, Teco Padaratz, o jornalista Julio Adler comanda uma conversa gostosa e cheia de surpresas.
Entre elas, na minha opinião, a mais especial: a etapa brasileira de Saquarema é talvez a única que “se paga” no formato caríssimo que se tornou uma etapa mundial da WSL. Que orgulho. E tudo isso graças a Lei de Incentivo ao Esporte.
Bjo e feliz domingo, sorry hater´s é só minha opinião 🙂 #paz
Só uma coisiquinha: O pessoal da ESPN da show de transmissão. Devemos enaltecer isto e agradecer o prazer de acompanhar o amor deles pelo esporte. Pais do futebol?
Quando? Primeira vez parceiros. Por favor, acordem.
O atual momento do Surf mundial é algo simplesmente mágico para nós Brasileiros,que orgulho desses atletas que com tanto esforço estão elevando o nível desse esporte único.
Eu simplesmente Amo o Surfe.