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Tenistas podem, surfistas não?

por | fev 9, 2021 | Destaque, Notícias | 2 Comentários

A tradicional etapa mundial que ocorre anualmente, há 60 anos, em Bells Beach, Victoria, Austrália, não vai ocorrer. São mais de seis décadas de relação entre eventos de surfe profissional e a belíssima costa de Torquay, a 90 km de Melbourne.

por Janaína Pedroso

Apesar de toda trajetória e relevância, o Governo de Victoria não permitiu a realização da etapa, que seria a primeira da perna australiana, em função da pandemia. Por outro lado, ontem, 08, começou o Australian Open, em Melbourne, principal torneio de tênis do país, e as cenas do público sem máscaras, assistindo aos jogos do primeiro Grand Slam da temporada, provocaram aflição.

A saber, a Austrália tem sido considerada exemplo no controle da pandemia, já que até agora, o país não contabilizou mil mortos e entre os infectados estão cerca de 29 mil pessoas. Logo, a falta de obrigatoriedade de máscara aos espectadores das partidas de tênis, no estádio, não figura como uma irresponsabilidade. Mas deixemos esse assunto aos entendidos em infectologia e protocolos de saúde.

De acordo com publicações australianas, como o The Sydney Morning Herald, a WSL tentou negociar com o Governo de Victoria até o final do mês passado. O acordo previa um voo fretado da Liga, com atletas e equipe técnica, 125 pessoas ao todo, quarentena e testes para a detecção do vírus. 

“Nós iríamos fretar o voo. Não pedimos um dólar ao Governo. Nós só queríamos que eles permitissem a aterrissagem do avião e em seguida íamos partir para o esquema deles de quarentena, mas eles disseram não”, disse Andrew Stark, general manager da WSL.

“Acredito que o Governo de Victoria subestimou o significado de Bells Beach para seu povo. Nós certamente sentimos que não somos tão importantes quanto o tênis”, afirmou Stark.

Para assistir aos jogos do torneio de tênis, são esperadas cerca de 30 mil pessoas por dia.

Por fim, pela primeira vez na história do Rip Curl Pro, que existe desde 1961, não ocorrerá em Bells. Desse modo, a primeira etapa da perna australiana foi transferida para o estado de Nova Gales do Sul, na praia de Newcastle, entre 1 e 11 de abril.

Para o shaper Maurice Cole, são tempos desesperadores para o surfe profissional. “Caso não ocorra a perna australiana esse ano, não teremos um campeão mundial”, disse Cole.

De acordo com a WSL, mais três eventos da perna australiana, em Nova Gales do Sul, estão confirmados. Porém, a Liga ainda não informou data nem local.

Mick Fanning e Italo Ferreira se abraçam em 2018. Foto WSL /Sloane.
Clarissa Moore em Bells. Foto Sloane/WSL.
Sobre o autor

Origem Surf

Janaína Pedroso surfa há 21 anos. É formada em Comunicação Social/Jornalismo, com especialização em Roteiro para TV, Teatro e Cinema. Já atuou como apresentadora com passagens pela Globo, Band e CNT e como repórter para Editora Trip. Atualmente divide seu tempo entre a maternidade, o surfe, a produção de textos e à frente da empresa de comunicação Origem Press.

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2 Comentários

  1. lopi

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