É saudade que fala?

por Janaína Pedroso

Como você tá? Como anda sua vida? Surfando? 

Eu sumi! Foram 40 dias sem nenhuma palavra. Por pouco não volto, mas a Julia Santos fez eu voltar. Na verdade, foi a participação dela no elenco do reality do OFF que me inspirou a retornar. 

Confesso que o resultado da disputa, a mim pouco interessa e, provavelmente me faltará tempo para assistir à atração. Contudo, a Santos é tanta garra, que tudo que tem o nome dela parece que faz com que a gente se “levante”.

Simplesmente parei. Como disse minha tia, tirei um tempo criativo. Manja o ócio? Mentira, continuo escrevendo e surfando. 

Aliás, o surfe progrediu legal esses dias. Finalmente “coloquei o pé na prancha”. Talvez, você não consiga entender bem essa expressão, e surfistas experientes tampouco concordem com ela, mas por aqui acontece. 

Às vezes, dependendo da prancha nova, demora para “encaixar o surfe”. Está aí outra expressão… Nesse “meio tempo”, também escrevi quase um site todo, para um projeto que tem tudo para ser incrível! Então o break foi só por aqui mesmo. Mas acredita que o blog seguiu vivo? Sim, para minha surpresa. Origem Surf tem vida própria, mesmo sem nenhuma atualização foi capaz de gerar 398K de views o último mês. Só essa coisinha aqui mantém religiosamente ótimos cliques até hoje!

Enfim, a verdade é que a vida tá corrida e esse ano foi puxado, vamos ser honestos? Se para você foi um puta ano, me perdoa viu?

Por sinal, não tem coisa mais tóxica, do que o espírito “good vibes tempo integral”. Enquanto a sombra não é acolhida vai dando essas merdas que a gente tá de saco cheio de ver. Inclusive meu Instagram virou um inferno. Todo dia é uma desgraça. Estou entre bancar crises de ansiedade, ser alienada ou sair do app.

Por falar em sombra, ultimamente, invejo com força pessoas ociosas. Ah, e as que podem dormir também. Como a vida muda. Houve tempo em que levava para a análise, sentimento pouco nobre em relação a herdeiros-viajantes-de-bom-gosto que só curtem a vida e não sabem o que são contas a pagar.

Mas tirando o que está ruim, tá bom. 

Meu surfe evoluiu nas últimas semanas, apesar de estar entrando água no meu ouvido. Eu acertei o pé na prancha nova, mesmo com leves dores no joelho direito. 

Estou amando meu corpo, mas sei que se eu quiser continuar surfando pelos próximos vinte anos vou ter que encarar a entediante musculação. 

A estação mais sexy do ano está chegando, e apesar do melasma haverá verão e dias de ativar a melanina com horas de sol, lagarteando na areia, só curtindo o bronze (acompanhada de infinitos protetores solares faciais)!

No mais, uma GoPro tem salvado minha vida, porque foi curtindo o momento presente, dias de praia com meu filho na natureza e surfando que superei a exaustão física e mental, causada por um conhecido processo chamado burnout; aliás, maternidade é um quase um burnout eterno… um viva às mães, à vida na praia e às “Goprós” (e isso não é jabá, tá, é gratidão mesmo).

Em um ano tão duro, registrar momentos como esses é a parte que faz a vida valer à pena. De GoPro Hero10.
Surfe na essência é admirar milagres diários que esse esporte dos deuses causa na gente. De GoPro Hero10.
Essa foto foi captada por Rodrigo Nucci, em Itamambuca, em meio a um período crítico de burnout.
Essa também, no auge da crise e prestes a ser rabiada, fui registrada por Enrique Tricca.