Ubatuba é a capital do surf e não há dúvida, também não há como negar a incrível capacidade que a cidade apresenta, ao longo dos anos, seus inúmeros talentos. De campeões mundiais até nomes pouco conhecidos, impressiona o número de surfistas extremamente habilidosos por aqui.

Isso se deve ao fato de haver uma quantidade absurda de picos espalhados de norte a sul. Inclusive, a frequência que as ondulações se apresentam também contribui demais. Itamambuca, por exemplo, é um dos picos mais frequentes do Brasil!

Mas não foi lá que, ontem, 09, muitos locais tiraram onda literalmente para a alegria dos seguidores dos fotógrafos. Japa e Stefano foram alguns que inundaram nossas telas de celular com cliques de tirar o chapéu!

Sequência bizarra captada por Stefano Pasquero (@noclickcerto.oficial) do surfista Gui Fernandes

A origem do termo Secret Spot no surf

O termo “secret spot” refere-se a um local específico que não é amplamente conhecido pelo público em geral. É um lugar onde as ondas são boas para o surf, mas não foi amplamente divulgado pela maioria dos surfistas ou pela indústria do turismo.

Os locais que conhecem esses “secret spots” muitas vezes guardam a informação para si, para evitar que o local se torne superlotado, ou na nossa linguagem “crowdeado”.

A ideia por trás do “secret spot” é preservar a qualidade da experiência do surf, mantendo-a autêntica e evitando as multidões. Muitos surfistas valorizam uma espécie de “solidão” e a conexão com a natureza que um “secret spot” é capaz de oferecer. Ao contrário do que acontece em praias populares que podem estar superlotadas.

Quanto à origem exata do termo, é difícil dizer. É provável que tenha surgido organicamente à medida que os surfistas buscavam ondas e locais não inexplorados. O desejo de encontrar e manter lugares secretos é um sentimento comum em muitas “subculturas”, não apenas no surf.