A Rip Curl, no Brasil, anunciou essa semana o patrocínio de Maria Eduarda Cesar, 15 anos, uma das mais telentosas surfistas de base do país.

A atleta, filha de mãe baiana e pai carioca, e que cresceu na Bahia, passa a integrar o time de surfistas da marca, composto por Gabriel e Sophia Medina, Samuel Pupo, Pablo Gabriel e Paulo Moura.

“Me sinto muito grata por ser a primeira garota negra do time Rip Curl e por sentir que posso incentivar outras meninas negras a sonharem com a continuidade da carreira delas no surf. Com certeza esse patrocínio já está transformando minha realidade”, diz Maria Eduarda.

De acordo com Fernando Gonzalez, gerente de Marketing e E-commerce da Rip Curl no Brasil, a contratação da surfista une o talento e os resultados da atleta no principal circuito de base do país, ao desejo da marca de ampliar a diversidade. 

“A Maria Eduarda seguiu o processo, no qual já trabalhamos há muitos anos, que é através do Rip Curl Grom Search, circuito realizado por nós, de surf de base. Ela é a atual líder do ranking (categoria 16 anos). Todos os nossos atletas vem deste circuito, que é realizado há 25 anos consecutivos no Brasil”, explica. 

“Recentemente, depois da aquisição da Kathmandu, a Rip Curl vem trabalhando em um plano de longo prazo em relação à diversidade. Então existe um protocolo e trabalho sendo feito internamente na marca para que a gente busque por mais pluralidade. Mas no caso da Maria Eduarda foi uma coincidência”, diz Gonzalez.

A surfista e jornalista Érica Prado, fundadora do movimento Surfistas Negras, acredita que a contratação de Maria Eduarda deve ter impacto positivo. “Agora ela vai ter oportunidade de conhecer lugares, pessoas, surfar ondas diferentes e participar de competições sem se preocupar em como arcar com os custos. A contratação serve de inspiração e exemplo para tantas meninas que sonham em fazer parte da equipe de uma grande marca e agora enxergam isso como uma possibilidade.”

“Vejo essa contratação como um avanço e desejo que outras marcas tomem a mesma iniciativa, pois ainda temos muitos talentos precisando desse suporte. Meninas talentosíssimas como Monik Santos, Nalanda Carvalho, Ariane Gomes, Diana Cristina, Nicole Santos, entre outras que ainda enfrentam a falta de patrocínio”, lembra Érica.

Os planos da Rip Curl para Maria Eduarda devem estar focados nos eventos Taça Brasil, Circuito Amador, Pro Junior, além de etapas do Qualifying Series, promovidas pela Liga Mundial de Surf.

Diversidade e Expansão nas Metas da Rip Curl Brasil

Os planos de uma das maiores marcas de surf de todos os tempos incluem diversas metas. 

Recentemente, a Rip Curl anunciou o selo de empresa B Corp, certificado que engloba empresas cujos desempenhos estão associados a compromissos como governança (compliance), comunidade e meio ambiente, entre outros. 

Atualmente, no Brasil, a marca mira a expansão no setor de varejo, através das vendas online, principal canal de distribuição.

“Nossa maior meta é entregar a visão global da Rip Curl, que é ser reconhecida como a melhor marca de surf, em tudo o que fazemos. Comercialmente,, trabalhamos na distribuiçao direta ao consumidor. através do modelo de licenciamento de lojas. Hoje são 25 lojas e a expansão da nossa distribuição no varejo e e-comerce é um projeto importante. Além de qualificar a marca por meio dos nossos atletas, como Gabriel Medina, e o principal circuito de base do país.”

Maria Eduarda Rip Curl
Maria Eduarda nova integrante da Rip Curl no Brasil. Reprodução Intagram.