Home > Campeonatos > Mercado do Surfe Feminino: vale a pena investir?

Mercado do Surfe Feminino: vale a pena investir?

por | out 20, 2017 | Campeonatos, Entrevistas, Mercado, Notícias | 3 Comentários

As associações não bancam o esporte, porque o mercado não tem interesse; já o mercado culpa as surfistas que não consomem.

Mas mais que nunca é certo: é preciso salvar o surf feito por elas.

É o velho papo do sexo frágil. Fomos criadas para esperar o príncipe encantado e, enquanto ele não chega, devemos ser meninas boazinhas, recatadas – e do lar, de preferência; nada de pegar onda, tubo, dar batidas, cutbacks nem dropar.

É certo que o surf feminino reflete a realidade do que ocorre com a maioria das modalidades esportivas do país: do futebol ao basquete, o salário e reconhecimento às mulheres parece estar a anos-luz do que é oferecido aos homens. Só que dentro d’água o buraco é mais embaixo.

As surfistas parecem nunca ter nadado a favor da maré. “No surf, essa história da diferença de gênero é gritante. Fatos não faltam ao longo da história para comprovar”, afirma Alexandra Iarussi, fundadora da a.Mar, ainda hoje, das poucas marcas dedicada às surfistas.

Alexandra, que também surfa, se refere, por exemplo, às décadas de 80 e 90, muito significativas pro esporte no Brasil.

Durante os grandes festivais, que reuniam milhares de espectadores e surfistas, enquanto os atletas homens eram consagrados por suas performances mar adentro, a presença das mulheres se resumia aos concursos de beleza pé na areia, como o “Musa do Bikini”, o “Gata da Praia” e por aí vai.

Isso que as mulheres já surfavam ondas no Brasil dos anos 30 (a americana Margot Rittscher foi precursora, em Santos).

De lá pra cá, pouco parece ter mudado. Gerente de marketing da Neutrox, marca que dá nome à etapa do QS Feminino (divisão de acesso para a elite mundial que acontece entre 20 e 22 de outubro no Rio de Janeiro), Nicole Mandil explica que falta incentivo do mercado: “O surf feminino no Brasil é carente de iniciativas privadas.

São poucas as marcas que enxergam o potencial das atletas e valorizam o poder feminino do esporte”.

LEIA MAIS

Editora TRIP

 

 

Sobre o autor

Origem Surf

Janaína Pedroso surfa há 21 anos. É formada em Comunicação Social/Jornalismo, com especialização em Roteiro para TV, Teatro e Cinema. Já atuou como apresentadora com passagens pela Globo, Band e CNT e como repórter para Editora Trip. Atualmente divide seu tempo entre a maternidade, o surfe, a produção de textos e à frente da empresa de comunicação Origem Press.

Postagens relacionadas
Sportv promove reciclagem durante etapa da WSL em Saquarema

Sportv promove reciclagem durante etapa da WSL em Saquarema

Sportv promove reciclagem para quem estiver em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 30 de junho. Por conta da oitava etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL), o público poderá acompanhar o stand criado com material sustentável, montado...

Cloudbreak será palco do WSL Finals 2025

Cloudbreak será palco do WSL Finals 2025

A World Surf League (WSL) anunciou hoje que Cloudbreak, nas Ilhas Fiji, será o palco do WSL Finals em 2025. A final que define o campeão e a campeã mundial em um único dia, aproveitando as melhores ondas no período determinado para a realização da competição. Os cinco...

3 Comentários

  1. mgwin

    An e-mail was developed through ARPANET as did the bulletin-board system. It has now different qualities; here are some of them; yahoo.com, yehey.com, mail.com, hotmail.com and more. People knew that it was a modern way in sending their mails to their families, friends, loved ones, and other relatives.

    https://mgwin88tm.com/

  2. hana

    Hello there! This is kind of off topic but I need some guidance knowledgeable about all sensual exercises. Mature young ladies are extremely quiet and they can fulfil you like no other Escort

    ฝากถอนไม่มีขั้นต่ำ

inscrição feita!

Pin It on Pinterest