Política no surfe se discute sim. Apesar da batida frase: ‘política e surfe não se misturam’, o que eu acho a maior idiotice do mundo, o universo salgado brasileiro anda pura política.

Isso porque recentemente a novela “Quem vai ficar com a CBSurf” anda longe do fim. Eventualmente, o atual presidente Adalvo Argolo, que está há tempos no comando da entidade e coleciona polêmicas, estava prestes a largar o osso. Porém, o surfista e ex-competidor Flávio Padaratz, candidato a ‘atual-futuro’ presidente virou ‘ex’ da noite para o dia, após ser impedido judicialmente de presidir a CBSurf.

Então, surge o Novo Surf Brasil, com a promessa de ser a terceira via.

Se na política nacional a tal terceira via ainda parece turva, no surfe ela vem sendo representada por Marcelo Barros, presidente da Federação Baiana de Surf, e Marco Ferragina, da Associação de Surf da Grande São Paulo, e pode ser uma luz no fim do túnel. Afinal de contas, é urgente e necessária a mudança de comando, por diversas razões.

De acordo com a chapa, a Novo Surf Brasil está empenhada em agir com transparência e
imparcialidade, tendo como único objetivo fortalecer o surf nacional e devolver a credibilidade à entidade.

As próximas eleições que vão eleger novos representantes para comandar a CBSurf ocorrem em 22 de fevereiro, próxima terça.

Quem são Marcelo Barros e Marco Ferragina

Marco Ferragina é paulistano,35, e há 16 anos se dedica à gestão esportiva. Aos 19 anos foi eleito presidente mais jovem de uma associação esportiva ligada ao surf, a Associação Paulista de Surf Universitário. Ocupou cargos de diretoria na Associação de Surf da Grande São Paulo ASGSP (2011-2013;2019-2021 e 2021-2023); Associação Praia Grande de Surf APGS (2021-2024). Marco atuou na fundação e desenvolvimento de entidades como Associação de Skate Universitário ASU (2009), Federação de Surf do Estado de São Paulo SPSURF (2020) e Associação de Surf Feminino (2021). Marco é graduado pela ESPM e tem cursos de especialização na FIA/USP e Northwestern College (Kellogg School of Businnes).

Marcelo Barros foi presidente da ASI (Associação de Surf de Itacaré) e atualmente é presidente da Federação Baiana de Surf, onde permanece desde 2018. Nesta entidade, a equipe liderada por Barros trouxe para a Bahia variados eventos. A Federação Baiana de Surf, depois de anos, voltou a participar do Circuito Brasileiro Júnior, e durante sua gestão, a Federação trouxe duas etapas do Campeonato Brasileiro Feminino, etapas do Brasileiro Júnior por três anos consecutivos e levou o Mundial Júnior para Stella Maris. Mesmo sem o apoio de órgãos governamentais, a Federação Baiana de Surf levou a Equipe Baiana Júnior às etapas em Maracaípe (PE), Maresias (SP), Cabedelo (PB) e São Francisco do Sul (SC).

Marcelo Barros, candidato à presidência da CBsurf.