post editado em 21 de junho

O surf em El Salvador dá pistas de em breve o pico se tornar o melhor destino da América

Pois é queridas e queridos, tanto aconteceu depois desse texto com ar de desabafo. Eu nem sabia, mas talvez minha intuição já apontava para algum chabú.

Deu ruim de novo com o julgamento e o resultado em El Salvador, pelo menos por aqui no Brasil, acabou abafado por textos e comentários de frustração.

Eu acho triste quando isso acontece, porque os vencedores não tem nada a ver com a incapacidade dos juízes. De modo que Colapinto e Gilmore merecem todo o destaque.

Contudo, acho indispensável comentar sobre um sistema antiquado, que insiste em falar sobre subjetividade, quando a tecnologia está aí e soluções poderiam ser utilizadas a fim de minimizar erros humanos.

Finalmente, é uma pena que Gabriel Medina tenha sido tão mal julgado.

De tudo que vi e li a respeito, e não foi muita coisa não tá, achei a análise de Bruno Bocayuva super sensata, e aconselho você a dar um chegada nas redes dele pra conferir.

Griffin Colapinto e Stephanie Gilmore vencem o Surf City El Salvador Pro. Foto Pat Nolan/World Surf League.

Depois de dias sofríveis, El Salvador adormeceu dando pistas de que é um dos destinos mais incríveis para surfe na América Central. Suas longas direitas finalmente deram as caras em Punta Roca e quem conseguiu sobreviver até aqui vai poder desfrutar.

Ontem revi as quartas das mulheres e dos homens, que já se deram bem no final de tarde. Entre as mulheres, foi uma pena Sally ter abandonado o evento. A australiana arriscou aéreos e apresentou um surfe lindo. Porém sua adversária, a francesa Johanne não deu mole e o power surfe venceu no final das contas.

Para quem não acompanha de perto o surfe pode ficar confuso com a presença da veterana e sorridente Sally, já que ela foi cortada após Margaret River, vítima da nova regra da Liga. Contudo, a mesma Liga que a limou, convidou Sally a retornar ao tour. De certo que não há lógica alguma nisso, mas todos ganham com a presença de Fitzgibbons, e isso é o que realmente importa.

Sally Fitzgibbons decolando no El Salvador Pro. Foto Pat Nolan/World Surf League.

Apesar de ter atraído a birra de muitos brasileiros, não culpa dele, mas por decisões suspeitas dos juízes, Jack Robinson surfou muito antes de ser eliminado por Medina. O australiano dá adeus ao evento depois de apresentar um dos surfes mais belos da etapa.

Jack Robinson em Punta Roca, La Libertad, El Salvador. FotoThiago Diz/World Surf League.

Medina sendo Medina em El Salvador

Mesmo que o brasileiro não ganhe, é de se admirar a constância apresentada pelo tricampeão mundial Gabriel Medina. Depois de meses parado, ele já ‘deu o check’ em duas semis. Não é pra qualquer um!

Um lesionado o outro…

Enquanto John John Florence lamentou a ausência em El Salvador, Kelly Slater foi visto postando stories de frente para um dos picos mais constantes do planeta, Uluwatu!

Conhecido por não aparecer em eventos que ocorrem na América Latina, e neste caso agora, Central, o mil vezes campeão mundial diz estar lesionado.

Filipe com chances aumentadas

Filipe Toledo parece estar com a faca e o queijo na mão. De um lado Medina, sem meio tour pra conta, de outro John John aparentemente fora da disputa para as próximas etapas.

Será a grande chance do Ubatubense, de finalmente faturar o tão aguardado título?

Filipe Toledo de lycra amarela em El Salvador. Foto Pat Nolan/World Surf League.

Para assistir basta de conectar na Globo ou nos canais oficiais da WSL.